'Maio Laranja' alerta para o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Devido a pandemia de Covid-19, a campanha será via internet

Foto: Divulgação

No Brasil, a cada oito minutos uma criança é abusada sexualmente, 80% dos crimes ocorrem em ambiente familiar e apenas 2% dos delitos são denunciados. É o que aponta um estudo realizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH).

Pensando em mobilizar a sociedade para o enfrentamento dessa realidade, durante o mês de maio, a Administração Municipal de Tijucas, através da Secretaria de Ação Social, em parceria com o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) e Conselho Tutelar da cidade, busca conscientizar a população sobre a importância de combater o abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes. 

Para destaque do tema, 18 de maio foi escolhido como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Normalmente neste período acontece uma série de atividades, mas em 2020, devido à pandemia de Covid-19, a campanha será via internet.

De acordo com Cláudia Buchelle, presidente do CMDCA de Tijucas, a iniciativa objetiva desenvolver uma consciência coletiva para diminuir os índices da violência, estimulando as crianças a denunciar e os pais a identificar os casos de agressão. 

"É importante que a comunidade abra os olhos e interfira nas situações de abuso e exploração, denunciando via telefone (Disk 100). Estamos lidando com um crime silencioso e que muitas vezes fica impune", afirma a presidente do CMDCA. 

Sobre a data 

A data foi escolhida como dia de mobilização contra a violência sexual porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o "Caso Araceli".

Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. 

A proposta do "18 DE MAIO" é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. 

É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual. 

Texto: Patrícia Ferreira

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